Clube da leitura

OS ENCONTROS ESTÃO SUSPENSOS TEMPORARIAMENTE ATÉ A DEFINIÇÃO DE NOVO LOCAL PARA REALIZAÇÃO. 

O que é o Clube de Leitura ? O Clube de Leitura é uma ideia da equipe da Biblioteca para o debate mensal de um livro de literatura entre os servidores e colaboradores do MMA.

Como funciona ? Os interessados reúnem-se uma vez por mês, na Biblioteca do MMA na 505 Norte ou na Biblioteca do MinC na Esplanada. A conversa é sobre as impressões de cada um sobre o livro que foi lido.

Como faço para participar ? Basta ir ao encontro. Não é necessário a leitura do livro. Há sempre uma pessoa que fala sobre o autor e sobre o livro para que todos possam participar. A leitura do livro, no entanto, ajuda muito a discussão.

  1. Julho – 17/07 – Terça-feira (505);
  2. Agosto – 15/08 – Quarta-feira (Sede);
  3. Setembro – 13/09 – Quinta-feira (505);
  4. Outubro – 16/10 – Terça-feira (Sede);
  5. Novembro – 14/11 – Quarta-feira (505);
  6. Dezembro – 13/12 – Quinta-feira (Sede);

Qual a relação do Clube de Leitura com o Programa de Qualidade de Vida do MMA? Sabe-se que o hábito da leitura, entre outros benefícios, aprimora o vocabulário, ajuda na construção textual, estimula o raciocínio crítico, contribui para o autodesenvolvimento contínuo e gera maior qualidade nas relações interpessoais. Considerando todos estes benefícios , verificou-se fundamental o fomento às atividades culturais da Biblioteca do MMA, sendo que esta ação está incluída no Programa Quali MMA junto à premissa Integração.


Próximo encontro do Clube da Leitura…

Próximo encontro do Clube da Leitura…

Próximo encontro do Clube da Leitura…

Próximo encontro do Clube da Leitura…


Próximo encontro do Clube da Leitura…


Lolita (Vladimir Nabokov)

13/09/2018 

O Clube de Leitura de setembro, realizado nessa quinta-feira (13), na Biblioteca da 505 Norte, foi de Lolita, clássico do autor Vladimir Nabokov, obra bem polêmica por trazer um tema delicado: a pedofilia.

O livro conta a estória de Humbert, um europeu de meia-idade, que chega aos Estados Unidos para ser professor de literatura francesa. Antes de começar seu posto no outono, ele decide passar o verão na cidade turística de Ramsdale. Lá, ele aluga um quarto na casa de Charlotte, viúva há sete anos. Ele se sente motivado a ficar no espaço ao ver a filha dela, Dolores (a Lolita), uma adolescente de doze anos por quem fica totalmente atraído.

Apesar de não suportar a mãe da jovem, ainda assim se casa com ela, apenas para ficar mais próximo de sua paixão, pois a atração que ele sente pela enteada é algo devastador. A jovem, por sua vez, mostra ser bastante madura para a sua idade. Enquanto ela está em um acampamento de férias, sua mãe morre atropelada. Sem empecilhos, ele viaja com a enteada e diz a todos que ela é sua filha, mas na privacidade ele a trata como amante. Porém, Lolita tem outros planos, que gerarão vários fatos na estória.

O livro foi considerado polêmico desde o seu lançamento, mas os membros do Clube acharam que o espaço é um local maduro, que já debateu temas tão instigantes quanto esse, como suicídio, depressão, miséria, e que a qualidade da obra e a discussão sobre o tema seriam enriquecedores. A estória de Lolita inspirou filmes e séries, e sempre atraiu o público, ao mostrar esse “amor” obsessivo do professor pela adolescente. Animados, os membros do grupo marcaram uma sessão de cinema para assistir um dos filmes já feitos com base no livro.

Opiniões 
Queila de Souza, da Coordenação Geral de Compras e Contratos, diz que a leitura não é para qualquer um. “Eu não consegui fazer uma leitura saudável sem pensar nos tempos atuais. Não consegui me desvincular do mundo real. Realmente não é um livro para todo mundo’’, destacou.

Para Euslene Ribeiro, da Biblioteca do MMA, a leitura é fantástica. “Eu nunca imaginei estar na cabeça de um pedófilo. Para mim o personagem e o autor apresentam as mesmas características. O fato de ele ter feito o personagem como um professor, assim como ele, faz com que a escrita dele se aproxime de forma marcante da realidade do próprio personagem’’, afirmou.

Já para Geisa de França, estagiária da Biblioteca, o personagem é ardiloso. “Acho que o personagem se apropria de questões históricas, culturais, de formação da sociedade e de construção de texto, para convencer o leitor que Lolita tem uma parcela de culpa, como se a mesma fosse uma pessoa adulta’’, ressaltou.

Clássicos

Os clássicos têm se feito presente no Clube. Em agosto, o grupo leu “Hamlet”, de Shakespeare, um dos livros mais famosos de todos os tempos. E, pela primeira vez, o Clube se dedicou à leitura de uma peça de teatro.  Essa inovação agradou os participantes do encontro de agosto, pois, além de trazer todo o universo de um dos autores mais consagrados do século, trouxe um ritmo diferente de leitura e de construção do texto para os integrantes.

Próximo encontro

O próximo Clube de Leitura acontecerá no dia 16 de outubro, terça-feira, no Edifício-Sede, e debaterá o livro “Cemitério de Elefantes”, de Dalton Trevisan, que reúne uma coletânea de narrativas, trazendo ao leitor um mundo de seres situados à margem do chamado ‘mundo oficial’.


‘’Lolita’’ é uma obra clássica escrita por Vladimir Nabokov. E não é apenas uma assombrosa história de paixão e ruína, é também uma viagem de redescoberta pela América; é a exploração da linguagem e de seus entretons; é uma mostra da arte narrativa em seu auge. Nesse livro, Nabokov narra, através da voz de Humbert, o personagem principal, que está preso aguardando condenação por homicídio, a “paixão” dele por Lolita, de dezesseis anos, filha de uma senhoria. O livro levantou muita polêmica e foi recusado por diversas editoras, até ser lançado por uma editoria parisiense em 1955.

Lolita é também o próximo livro a ser debatido no Clube de Leitura, que acontecerá amanhã (13/9), de 12h15 às 14h, na Biblioteca da 505 Norte.

Mesmo quem não leu o livro pode participar. As discussões sobre a obra e sobre as reflexões que as estórias escolhidas trazem são sempre muito interessantes. Participe!


Mrs. Dalloway (Virginia Woolf)

17/07/2018

O Clube da Leitura desse mês trouxe a obra de Virginia W. chamada Mrs. Dalloway nessa terça feira (17/07) que relata um dia de Clarissa Dalloway, um linda socialite que vive na Inglaterra pós Primeira Guerra Mundial. Esse é um dos títulos mais famosos da autora e foi criado a partir de dois contos o “Mrs Dalloway in Bond Street” e o inacabado “The Prime Minister”. A obra mostra as preparações de Clarissa para uma festa que ela realizará numa noite e foi incluída, em maio de 2002, na lista dos 100 melhores livros de todos os tempos do ‘The Guardian’.


Um ano do Clube de Leitura foi comemorado com piquenique

O Clube de Leitura comemorou em junho o seu primeiro aniversário e a festa foi do jeito que os participantes do Clube gostam: com muita leitura e muita integração. Realizado no gramado em frente ao edifício-sede do MMA, o encontro aconteceu na hora do almoço da quinta-feira, dia 14 de junho, e juntou duas coisas muito agradáveis e prazerosas: comer e ler. Os participantes do projeto se reuniram para um piquenique especial e para debater a obra: “O Processo” do autor tcheco Franz Kafka.

O livro aborda a história de Josef K., que acorda certa manhã e descobre que foi processado injustamente por um motivo não especificado. Kafka entregou os manuscritos do livro para seu amigo, Mas Brod, em 1920. Após a morte do escritor, Brod editou os textos, montando o livro da forma que ele julgava mais coerente, e o publicou em 1925.

Durante o Clube de Leitura, as opiniões quanto à obra foram bem diferentes. “Creio que fui um das poucas que gostou do livro. Achei bem enigmático, você tem que prestar atenção a cada capítulo, é um livro diferente”, disse Cláudia Lima, analista ambiental do CNRH.

Hidely Rizzo concordou, mas ressaltou alguns pontos. “O livro é pesado, e foi um sacrifício chegar até o final, mas vale muito a pena! É uma leitura árdua, mas que te possibilita vários recortes, além de evidenciar a crítica que o autor fez ao sistema judiciário, ao modo como a sociedade se organiza, aos vícios de uma sociedade, e como ele observa as relações humanas”, destacou.

A comemoração de um ano em forma de piquenique caiu no gosto dos participantes e deixou a vontade de repetir a ideia. “Achei fantástico o piquenique, foi lindo, nos uniu mais, uma ótima ideia”, afirmou Cláudia Lima.


Próxima Leitura: Mrs Dalloway

Em um ano de Clube foram:  13 livros lidos, 145 participações, 3.264 páginas lidas e um ano de mais cultura e de novos amigos. E a próxima obra se juntará a essa lista. A expectativa em torno do próximo título é alta. O livro será “Mrs Dalloway”, um romance de Virginia Woolf, que foi publicado em 14 de maio de 1925 e narra um dia na vida de Clarissa Dalloway, uma socialite que vive na Inglaterra pós-Primeira Guerra Mundial.

Esse é um dos títulos mais famosos da autora e foi criado a partir de dois contos o “Mrs Dalloway in Bond Street” e o inacabado “The Prime Minister”. A obra mostra as preparações de Clarissa para uma festa que ela realizará numa noite e foi incluída, em maio de 2002, na lista dos 100 melhores livros de todos os tempos do ‘The Guardian’.

Por Thais dos Santos

Comunicação Interna

Edição Marta Moraes


O Primo Basílio (Eça de Queiroz)

16/05/2018

O Clube de Leitura desse mês aconteceu na quarta-feira (16/05) na Biblioteca do MMA e discutiu o livro “O Primo Basílio”, obra de Eça de Queiroz de grande importância para a literatura portuguesa.

Construído para expor a hipocrisia da sociedade da época, essa crítica é – considerada por muitos – bastante atual. O livro sempre causa uma grande discussão e divide opiniões. E era esse o propósito de Eça quando escreveu a obra: gerar discussões, incomodar e fazer pensar.

“Li e achei muito legal! A narrativa retrata uma postura que desmascara todos os personagens e a alta burguesia de Lisboa. Mas essa é uma crítica que ainda é muito atual”, disse Sandra Rodrigues, gerente administrativo da Biblioteca do MMA.

Já Geisa de França, estagiária da Biblioteca, diz ter encontrado um pouco de dificuldade na leitura. “Acho que eu teria terminado de ler se fosse em outras circunstâncias, mas é um livro muito detalhista, é uma leitura um pouco cansativa. Mas tem uma temática de crítica social, o que é muito interessante.”

Expectativas para o próximo livro

A próxima reunião vai comemorar um ano de Clube de Leitura. O livro tema do próximo encontro será: “O Processo”, de Franz Kafka, que conta a história de Josef K. um funcionário de um banco que foi processado injustamente e é inocente.

“Me parece ser um bom livro, a gente discutiu um pouco sobre a obra durante a escolha dele, então as expectativas são boas”, afirma Queila Lima, da Coordenação Geral de Compras e Contrato.

Sobre o Clube

O Clube de Leitura continua agradando e atraindo novos integrantes, como Geisa de França. “É meu primeiro Clube e eu achei uma ideia muito válida, as pessoas geralmente não leem muito, então eu acho muito positivo trabalhar nisso”, destacou.

“Todos os livros que lemos até agora a gente se empolga, na hora podemos até ficar ‘meio assim’, mas quando começamos a ler nos empolgamos, porque o clube faz isso, ele é uma motivação”, complementou ela.

Não perca o próximo Clube do Leitura! Caso tenha interesse, entre em contato com a Biblioteca e reserve seu exemplar. (Ramal 2184)


Demian (Herman Hesse)

17/04/2018

Nesta terça-feira (17/4) tem Clube de Leitura do MMA. Desta vez, o encontro vai debater a obra Demian, de Herman Hesse. Influenciado pelas ideias de Carl Jung, fundador da psicologia analítica, Hesse descreve o processo de busca do indivíduo pela realização interior e pelo autoconhecimento.

Uma saga de fé, esperança e coragem ( Edvaldo Frazão)

Além do livro, um clássico que reflete os questionamentos do sobre as contradições e dualidades do ser humano, esta edição tem uma atração especial: o lançamento do livro, “Uma saga de fé, esperança e coragem”, do colega Edvaldo Frazão, chefe de transportes do Ministério do Meio Ambiente (MMA).

A obra de Frazão conta a história de seu pai e seus ensinamentos ao longo da vida. Ele revela que levou apenas seis meses para escrever seu livro, tamanha era a vontade de compartilhar e de colocar no papel tudo o que o pai viveu.

O Clube acontecerá desta vez na Biblioteca do Edifício Sede, de 12h15 às 14h, e devido ao lançamento do livro, será realizado um coffee break durante o encontro.

Participe e prestigie seu colega!


Quarto de Despejo: diário de uma favelada (Carolina Maria de Jesus)

14/03/2018

Você vem trabalhar em plena quarta-feira e acha que vai ter um dia normal, como os outros, mas resolve participar do Clube de Leitura do MMA, promovido mensalmente pela Biblioteca do MMA. E isso muda seu dia. Pode parecer exagero, mas se você gosta um pouco de cultura, de ampliar seus horizontes, de ler e de conhecer gente que inspira, o Clube de Leitura é um oásis.

Na edição do Clube de março, realizada no dia 14, o livro debatido foi “Quarto de Despejo: diário de uma favelada”, de Carolina Maria de Jesus. A data não podia ser mais simbólica: o encontro aconteceu exatamente no dia do aniversário da autora.

Retrato da fome

Publicado em 1960, o diário da catadora de papel deu origem ao livro, que relata o cotidiano triste e cruel da vida na favela, fazendo um retrato cruel e comovente sobre a fome. A linguagem simples, mas contundente, comove o leitor pelo realismo e pelo olhar sensível da autora na hora de contar o que viu, viveu e sentiu nos anos em que morou na comunidade do Canindé, em São Paulo, com três filhos.

Com linguagem simples, ela fala sobre o que viveu, sem artifícios ou fantasia. O nome do livro veio de uma frase dela: “a favela é o quarto de despejo da cidade. Nós, os pobres, somos os trastes velhos”.

Para Dioclécio Luz, um dos participantes do Clube, o livro lembra muito a obra “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, mas com uma abordagem diferente. “O livro Quarto de Despejo mostra a invisibilidade de um povo e a questão da fome, de forma contundente. Como dizia Josué de Castro, a fome é algo produzido”, enfatizou ele.

A escritora foi descoberta pelo jornalista Audálio Dantas — que, em meio a uma reportagem, na favela do Canindé, em São Paulo, surpreendeu-se ao vê-la ameaçando seus vizinhos de que os incluiria em um livro. Ao chegar no barraco de Carolina, pôde ver as anotações feitas pela mulher em cadernos — vários deles catados no lixo.

Força das palavras

O mesmo arrebatamento que invadiu o jornalista tomou conta dos participantes do Clube de Leitura. Encantados com a força das palavras de Carolina, os presentes comentaram alguns trechos do livro e como a história de vida dela, e o modo tão verdadeiro como ela descreveu seu dia a dia e suas dificuldades na favela e na criação dos filhos, os impactou. Seguem abaixo algumas frases do livro e comentários dos participantes.

“O senhor Manuel apareceu dizendo que quer casar-se comigo. Mas eu não quero porque já estou na maturidade. E depois, um homem não há de gostar de uma mulher que não pode passar sem ler. E que levanta para escrever. E que deita com lápis e papel debaixo do travesseiro. Por isso é que eu prefiro viver só para o meu ideal.”

“Me impactou muito a dignidade dela e a questão da fome. Carolina era uma mulher à frente do seu tempo, que fazia questão de ser independente e de não se apoiar num homem, algo incomum na época”, disse Euslene Ribeiro.

“Eu escrevia peças e apresentava aos diretores de circos. Eles me respondiam: — É pena você ser preta. Esquecendo-se eles que eu adoro a minha pele negra, e o meu cabelo rústico. Eu até acho o cabelo de negro mais educado do que o cabelo de branco. Porque o cabelo de preto onde põe, fica. É obediente. E o cabelo de branco, é só dar um movimento na cabeça, ele já sai do lugar. É indisciplinado. Se é que existe reencarnações, eu quero voltar sempre preta”.

“Ela tinha profundo orgulho em ser negra e deixa isso bem claro no livro. E uma dignidade impressionante, mesmo em condições precárias e quando começa a tomar atitudes que jamais imaginou para poder sobreviver à fome”, disse Jamil Pires.

“Eu sou negra, a fome é amarela e dói muito. Quem inventou a fome são os que comem.”

“O livro me fez muito refletir como eu reagiria na mesma situação de fome extrema que ela passava”, falou Vanessa Pozzi, do Ministério do Planejamento. Vaness, pela primeira vez no encontro, estava por acaso na Biblioteca da Sede quando viu o Clube de fevereiro sendo realizado e se apaixonou pelo projeto. Animada para a discussão, ela disse que voltará outras vezes, pois adora ler e gostou muito do debate.

“A amizade do analfabeto é sincera. E o ódio também. Quem não tem amigo, mas tem um livro, tem uma estrada.”

“Apesar das dificuldades, ela nunca tirou o foco de tirar um tempo para escrever, para relatar o que vivia”, ressaltou Jônathas Camacho.

Próximo clube

O próximo livro a ser debatido no Clube de Leitura, em abril, será Demian, de Hermann Hesse. Emil Sinclair é um jovem atormentado pela falta de respostas às suas questões sobre o mundo. Ao conhecer Max Demian, um colega de classe precoce e carismático, Sinclair se rebela contra a convenções de seu tempo e embarca em uma jornada de descobertas. Publicado originalmente em 1919, este clássico, considerado um divisor de águas na trajetória de Hermann Hesse, reflete os questionamentos do escritor alemão acerca da humana, com suas contradições e dualidades. Influenciado pelas ideias de Carl Jung, fundador da psicologia analítica, Hesse descreve o processo de busca do indivíduo pela realização interior e pelo autoconhecimento. Participe voc~e também do Clube de Leitura do MMA. O encontro de abril acontecerá na Biblioteca do Edifício Sede.

Texto produzido por Marta Moraes / Comunicação Interna / 2028-1173


Os sofrimentos do Jovem Werther (Johann Wolfgang Goethe)

21/02/2018

Feriados são ideais para colocar em dia a leitura. Que tal então aproveitar o Carnaval para ler um bom livro e se preparar para o próximo Clube de Leitura? O encontro acontece logo após o Carnaval,  dia 21/02 (quarta-feira), no horário do almoço, de 12h15 às 14h.

Esta é a primeira vez que o Clube de Leitura será realizado na Biblioteca do Edifício Sede do MMA. Reserve seu horário do almoço para embarcar nessa história!

Mais sobre a obra

Um clássico da literatura romancista será a próxima obra debatida no Clube do Livro do mês de fevereiro. Escrito pelo alemão  Goethe, “Os sofrimentos do Jovem Werther” marcou a história da literatura desde em que foi publicada.

Contada em forma de cartas, a história baseia-se em um romance impossível de tornar-se real. O jovem Werther, protagonista, só encontra um motivo em toda sua existência: Charlotte, o único amor de sua vida.

A obra destacou-se pela forma em que as dores mais profundas da alma de Werther foram relatadas em suas cartas, e como a sua paixão foi fomentada pelo desejo possante de seu coração. Forte o suficiente e até mesmo capaz de lhe atrair um sofrimento que tomou uma grande proporção.

O Clube de Leitura do MMA traz a oportunidade de cada participante se expressar através da leitura e de socialização com os colegas de trabalho, o que pode render mais conhecimento e, até, boas risadas.

Texto produzido por Bárbara Fontinelle / Edição Marta Moraes / Comunicação Interna – 2028-1173


As recordações do escrivão Isaías Caminha (Lima Barreto)

16/01/2018

Com o tema “As recordações do escrivão Isaías Caminha”, o Clube do Livro iniciou os trabalhos de 2018, nesta terça-feira (16/01). O encontro reuniu 10 participantes que dialogaram sobre o romance de Lima Barreto.

O protagonista da história, fomentado por cultura e educação, sonha em ir para o Rio de Janeiro, cidade grande, e tornar-se alguém que abrange conhecimento. Em consequência, precisa deixar sua cidade natal e despedir- se de sua família.

Isaias, mulato, enfrenta desafios durante sua caminhada e acredita que o tom de sua pele é a principal razão da dificuldade de sua inserção na sociedade. Persistente, o personagem consegue atingir objetivos, como conseguir um emprego, uma moradia e fazer novos amigos em lugar que não conhecia ninguém.

Ao refletir sobre sua situação atual, o personagem percebe ter esquecido de sua origem, tanto que ao receber a notícia da morte de sua mãe, não se abalou. Nessas reflexões, Isaías começa a fazer uma viagem interior de onde constata a sua frieza.

Debate

Hidely Rizzi, ex- servidora, fica encantada com o livro e elogia o domínio de Lima Barreto pelo seu estilo literário: “Achei fantástico, gostei mesmo foi dos perfis psicológicos que ele soube descrever muito bem. A auto reflexão do personagem, que o tempo inteiro se questiona, se reconhecendo como uma pessoa que fracassou na vida”, conta ela.

Para embarcar na história, a servidora também destaca a relação das imagens com os sentimentos do protagonista, “quando muda a paisagem, muda os sentimentos, quando o sol se abre ele está esperançoso”, completa.

Claudia Ferreira, analista ambiental, chama atenção para a Revolta dos Pés Descalços: “Esse foi o momento do livro que mais me interessou, pois nele é descrito como o jornal era poderoso, exercendo forte influência para derrubar o governo e, depois de bem sucedido, obteve êxito na indicação aos cargos do novo governo”, destaca.

Que tal se preparar para o próximo encontro e juntar-se a nós para debatê-lo?

O clube do livro acontece sempre na terceira terça-feira do mês. Em fevereiro, o nosso encontro será dia 22, às 12h15, na Biblioteca do Edifício Sede do MMA. O próximo livro será o romance “Os sofrimentos do Jovem Werther”,  de Johann Goether. A obra aborda desabafos, aflições, desejos e interiorização profunda de um jovem que sonha com um amor impossivel. Todos seus sentimentos foram escritos em forma de uma diário.

Texto de Bárbara Fontinele / Edição: Fernanda Ramalho / Comunicação Interna MMA 2028-1173